sábado, 16 de junho de 2018

O paradigma educacional vem se modificando durante as últimas décadas, desde um ensino cartesiano para outro mais flexível, incluindo as artes e as emoções com a atualidade dos temas transversais. Dessa maneira, não só a razão, mas também os sentimentos e a contextualização da vida do aluno são levados em consideração em sua formação, conforme caem barreiras e preconceitos que se construíram durante o desenrolar e ampliação dos conhecimentos gerais e científicos. Isso aconteceu com as histórias em quadrinhos (HQs), que atualmente são mais reconhecidas como uma importante mídia para o desenvolvimento mental, sendo acolhidas no seio escolar. Nas últimas décadas, os quadrinhos se tornaram foco de interesse da educação, sendo sua utilização aconselhada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e distribuídas em projetos estaduais e federais.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

 AtividadeZine: Material necessáriozine Entre as muitas possibilidades, os papéis utilizados podem variar, desde o padrão A4, chamado de sulfi te branco, até os de outras cores (existe o sulfite amarelo, rosa, azul, verde e até reciclado), e mesmo em papel de gramatura maior (sulfite, canson ou cartolina). Para o desenho: lápis, borracha, canetas pretas e coloridas e giz de cera e/ou canetinhas coloridas, tesoura sem ponta, cola branca e/ou de bastão, régua e revistas para recortes de imagens. Pode-se também utilizar tintas nanquim e/ou outras e pincéis.



.4. Fanzinalizando Após a finalização das artes do fanzine, basta unir as folhas (no caso de serem mais que uma e dobradas ao meio) e grampeá-las. Se o fanzine for o sanfonado, já está pronto sem necessitar de grampos. É possível tirar cópias, mas, para isso, aconselho não grampear o fanzine original de formato meio-sulfi te, pois ao inserir suas páginas na máquina copiadora, precisará tirar frente e verso de cada original do fanzine numa mesma folha fotocopiada. Não se esqueça de que, como um fanzine é uma espécie de revista, é interessante que o seu autor(a)/fanzineiro(a) coloque um título nessa publicação, bem como um endereço de contato (que pode ser um e-mail pessoal), visto que o ideário do fanzinato é a troca e a difusão camarada das ideias e artes, cujo veículo é o próprio fanzine.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Os desenhistas fazem um estudo de fotografias de paisagens, cidades e construção de interiores. Fazem esboços de várias versões, simplificando edifícios e prestando atenção para as sombras e realces. Isto vai ajudar muito os alunos a terem ideias para compor uma história. A segunda forma de enfoque – discussões em classe – no qual o mangá e o animês podem servir para debates, é muito produtiva para o ensino mé- dio e superior. Naturalmente, essas atividades devem ser planejadas previamente, no início do semestre. Não podemos esquecer que as histórias em quadrinhos, mangá ou animês, quando utilizados em sala de aula, não são passatempos e, sim, ferramentas que o(a) professor(a) usa para introduzir, enfatizar determinado conteúdo e avaliar o aprendizado.


quinta-feira, 31 de maio de 2018




Nos últimos anos o que mais tem chamado a atenção de pais, professores e pesquisadores são grupos de jovens em todos os lugares do mundo que leem mangás, assistem animes e jogam games. Sim, assistem animes praticamente o dia todo, colecionam mangás, falam ou teorizam sobre animes e até andam com roupas baseadas em seus personagens. Aos olhos dos mais velhos, esses grupos parecem que não têm mais nada a fazer do que colocar animes, mangás e games no centro de suas vidas. Mas o público adulto, incluindo universitários, também tem demonstrado interesse no tema, gerando trabalhos e/teses sobre o assunto.Para você, professor(a), orientador(a) de trabalhos universitários ou pais de crianças e jovens é muito importante saber o que representa este fenômeno de comunicação que, enquanto mercado, é um dos alicerces da cultura de entretenimento do Japão, atingindo ali tiragens milionárias.




domingo, 27 de maio de 2018


O que primeiro vem à mente quando se fala em quadrinhos é a sua produção editorial, seja em forma de revistas (os gibis) ou em jornais (charges, cartuns e tiras). De fato, a popularidade dos quadrinhos ocorreu devido a essa produção, a princípio impressa, sua divulgação e comercialização em escala industrial, chegando praticamente a todos os quadrantes do mundo. O leitor comum não tem muita noção sobre isso, mas o que move a indústria das HQs são os esforços conjuntos de profissionais que, muitas vezes, nem sequer se conhecem, não têm contato entre si ou vivem em locais, culturas e países diferentes. Foram os quadrinhos os primeiros a incorporar a padronização de conteúdo, pois precisavam atingir públicos diversos em várias partes do mundo e, para tanto, abordar temáticas que não afastassem segmentos do público, mas que os atraísse. Também estiveram na vanguarda da globalização econômica nos processos de produção, buscando alternativas que garantissem a sobrevivência de seus produtos em um mercado competitivo. Já na década de 1960, revistas em quadrinhos distribuídas na América Latina eram produzidas no México, onde a indústria editorial estava mais organizada e os custos de produção eram menores.A popularidade das histórias em quadrinhos também concorreu para que surgisse uma “desconfiança” quanto aos efeitos que elas poderiam provocar nos leitores. Isso ocorreu porque, a partir do aparecimento das revistas em quadrinhos, na década de 1930, e sua disseminação massiva, com centenas de aventureiros de todos os tipos, abrangendo heróis mascarados, super-heróis, personagens antropomorfizados, crianças travessas, cowboys, exploradores interplanetários, de ambientes selvagens, as narrativas em quadrinhos passaram a se voltar quase que exclusivamente para crianças e adolescentes. Estes, segundo a visão que predominava nesse período, eram seres frágeis, altamente influenciáveis, que cediam facilmente ao que recebiam por intermédio dos quadrinhos, tendendo a reproduzir aquilo que mais os impressionava. Muitas pessoas ficaram em dúvida sobre as aventuras fantasiosas das páginas das revistas em quadrinhos e se perguntaram o quanto elas poderiam afastar seus filhos e alunos de leituras consideradas de maior profundidade (livros literários, por exemplo), dificultando seu caminho para um amadurecimento sadio. Essa preocupação representou um impedimento para a entrada dos quadrinhos nas salas de aula, banimento que ocorreu muitas vezes de forma violenta e repressora.
















sábado, 26 de maio de 2018